
Fotografando o eclipse do Sol na varanda do Observatório Astronómico da Tapada da Ajuda, abril de 1912. Coleção Ferreira da Cunha — Arquivo Municipal de Lisboa
A partir da Tapada da Ajuda, em Lisboa, a 17 de abril de 1912, milhares de portugueses saíram à rua e olharam para o céu. As aves regressaram aos ninhos, a temperatura desceu e, por breves instantes, «a escuridão tornou-se extraordinariamente intensa».
Portugal assistia a um dos eclipses solares mais marcantes da sua história.
Mas havia uma pergunta que dividia até os astrónomos: o eclipse seria total ou anular?
Na própria Tapada da Ajuda, os astrónomos do Observatório de Lisboa tinham estudado o fenómeno e publicado uma brochura com as suas previsões. Nela até se recordava o tempo em que os eclipses eram explicados através de uma «serpente monstruosa» que atacava os astros.
Quando chegou o grande momento, o céu acabou por dar razão aos cálculos feitos na Ajuda.
A história de um eclipse que mobilizou cientistas, encheu comboios, levou multidões às ruas e chegou a ser registado pelo cinema.
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O dia em que Portugal parou para olhar para o Sol — e a Ajuda já sabia o que iria acontecer

A Ajuda voltou a destacar-se no Festival Internacional de Dança Corpo.Lx.26, com uma expressiva participação de grupos, projetos e dinamizadores locais. Ao longo dos dois dias do festival, dezenas de atuações levaram ao palco o talento, a criatividade e a diversidade artística da freguesia, refletindo o trabalho desenvolvido diariamente pelas associações e instituições da Ajuda.
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A Ajuda voltou a dançar no Festival Corpo.Lx.26
