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Na Reunião Pública descentralizada da Câmara Municipal de Lisboa, o presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, Jorge Marques, apresentou um conjunto de preocupações concretas da população, alertando para a falta de resposta em várias áreas essenciais.
Na sua intervenção, destacou o sentimento crescente de que a freguesia tem sido esquecida, sublinhando que essa realidade se traduz num progressivo afastamento das prioridades do município.
Entre os principais problemas identificados, destacou-se a habitação, com a ausência de construção de habitação pública na zona ocidental nos últimos anos, ao mesmo tempo que persistem imóveis municipais devolutos por reabilitar.
Foi ainda referido o caso do Pavilhão Multiusos da Ajuda, um equipamento municipal que continua a ser 𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐬𝐮𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐉𝐮𝐧𝐭𝐚 𝐡á 𝟓 𝐚𝐧𝐨𝐬, sem que exista um protocolo com a Câmara Municipal.
Outro dos pontos abordados foi o Centro Intergeracional — projeto que prevê a criação de uma creche e de uma residência sénior — aprovado por unanimidade em 2022, mas que 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚 𝐬𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐚𝐯𝐚𝐧ç𝐨.
No plano dos equipamentos, foi também referida a situação do lar da ANTRAL, que permanece encerrado há vários anos, apesar de já ter sido inaugurado.
A intervenção incidiu igualmente sobre problemas concretos no território, nomeadamente escolas a necessitar de obras urgentes — com situações em que 𝐜𝐡𝐨𝐯𝐞 𝐝𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐬𝐚𝐥𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐚𝐮𝐥𝐚 —, obras públicas paradas, falta de manutenção do espaço público, iluminação deficiente e ausência de requalificação em várias zonas da freguesia.
Na área ambiental, foi denunciada a existência de esgoto a céu aberto no Bairro 2 de Maio, bem como problemas recorrentes de deposição de resíduos nas Pedreiras de Del Rei e a insuficiência de ecoilhas em diversos bairros.
Foram ainda apontadas dificuldades ao nível da mobilidade, com carreiras que não servem todas as zonas da freguesia, bem como várias ligações viárias por concretizar.
A intervenção incluiu também referências a projetos aprovados mas ainda não executados, como o parque infantil da Rua Eduardo Bairrada, medidas de acalmia de tráfego no Bairro 2 de Maio e o desenvolvimento do projeto LIOS.
Na conclusão, Jorge Marques deixou uma mensagem clara:
𝐚 𝐀𝐣𝐮𝐝𝐚 𝐧ã𝐨 𝐩𝐞𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐢𝐯𝐢𝐥é𝐠𝐢𝐨𝐬 — 𝐩𝐞𝐝𝐞 𝐚𝐭𝐞𝐧çã𝐨, 𝐩𝐞𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐢ç𝐚 𝐞 𝐩𝐞𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.
A Junta de Freguesia reafirmou a sua disponibilidade para continuar a trabalhar de forma colaborativa com a Câmara Municipal, mantendo como prioridade a defesa dos interesses da população da Ajuda.