No-video-title-fdown.net 7.mp4
O presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, Jorge Marques, interveio hoje na Assembleia Municipal de Lisboa sobre a crise da habitação e a necessidade de o Município utilizar de forma mais ativa o direito legal de preferência.
“Uma cidade não é apenas aquilo que fica bem numa fotografia. Uma cidade é, antes de tudo, o lugar onde alguém consegue deixar os miúdos na escola, comprar pão, encontrar vizinhos e envelhecer sem ser expulso pelo custo da renda.”
Na intervenção, o autarca alertou para o risco de Lisboa perder população residente e identidade urbana:
“Quando uma cidade deixa de conseguir alojar quem nela trabalha, estuda, cuida, ensina, limpa e cria, deixa lentamente de ser cidade. Passa a ser cenário.”
Jorge Marques defendeu ainda uma política de habitação mais próxima da realidade concreta dos bairros e das freguesias:
“Lisboa não é um mapa. Lisboa é uma sobreposição de vidas.”
O presidente da Junta de Freguesia da Ajuda sublinhou também que o direito de preferência não resolve todos os problemas, mas pode ajudar a cidade a agir de forma mais eficaz:
“Muda a posição do Município: de espectador para interveniente.”