Foi inaugurada hoje, na Oficina das Artes da Ajuda, a exposição Ser, Sentir, Existir, um conjunto de trabalhos realizados por alunos e alunas do espaço 2 de Maio Azul, Casalinho Verde e Casa da Cultura e do Bem-Estar da Ajuda, orientados pela artista plástica Fátima Jorge.
Durante a apresentação da mostra, a professora explicou o percurso emocional e criativo que esteve na origem das obras expostas, sublinhando que o projeto nasceu “a partir do silêncio e da escuta”.

Segundo Fátima Jorge, todo o trabalho começou com um exercício de pausa e introspeção. Os participantes foram convidados a fechar os olhos, respirar, abrandar o ritmo e escutar-se a si próprios.
Desse momento nasceram as primeiras obras da exposição, descritas pela artista como “o silêncio tornado visível”.
A professora explicou ainda que procurou criar um ambiente de tranquilidade e concentração, através de música suave e de uma abordagem centrada na atenção e na presença.
Após o silêncio surgiu a “escuta”, entendida não apenas como ouvir, mas como “escutar com os olhos”, observar e reconhecer aquilo que existe no interior de cada pessoa.
O percurso evoluiu depois para a ideia de presença, trabalhada através de formas repetidas e tonalidades diferentes, simbolizando consistência, permanência e continuidade.
“Estar presente também é repetir, insistir, continuar”, explicou.

Outro dos temas centrais da exposição é a fragilidade. Nas obras correspondentes a esta fase predominam cores mais leves e suaves, associadas àquilo que é sensível, delicado ou vulnerável.
Mas o percurso não termina aí. Segundo Fátima Jorge, o objetivo foi precisamente mostrar a capacidade de integrar essas fragilidades e transformá-las em algo mais forte.
Linhas, pontos e ligações atravessam várias obras da exposição, representando “a integração das emoções e a força que nasce dessa união”.
